sexta-feira, 29 de abril de 2016

Falecimento do Prof. Iran Siqueira Lima

Morreu neste dia 29 de abril o Prof. Dr. Iran Siqueira Lima da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Ex-presidente da FIPECAFI, ele teve vários livros publicados e exerceu função de diretor e conselheiro de importantes companhias de capital aberto, além de ter sido titular da Secretaria de Controle de Empresas Estatais e diretor das Áreas de Mercado de Capitais e Fiscalização do Banco Central.

O Prof. Dr. Iran Siqueira Lima foi incentivador e ativo participante do Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais.

PRIVILÉGIO - A Virtual Comunicação teve o privilégio de atender a conta da FIPECAFI durante a gestão do professor na instituição. Homem íntegro, elegante, simpático e sempre bem humorado, gostava de falar sobre política de forma reservada. Carioca de nascimento – e torcedor do Fluminense – já era 50% paulista.

Pelo profissional, e principalmente pela pessoa do Iran (embora fosse bastante graduado, pedia-me que lhe chamasse assim, pelo prenome apenas) manifesto meu profundo pesar e envio aos amigos, colegas e familiares profundas condolências.

Nelson Tucci - Diretor / Virtual Comunicação

segunda-feira, 25 de abril de 2016

ABRASCA divulgará PESQUISA sobre Governança Corporativa

Está em fase de elaboração o Código Brasileiro de Governança Corporativa pelo Grupo Interagentes. Este é integrado por 11 entidades do mercado de capitais entre elas a Associação Brasileira das Companhias Abertas.

E a ABRASCA acaba de realizar pesquisa entre suas associadas, obtendo as seguintes respostas, entre outras:

• 73 % das empresas associadas entendem que a adoção do Código deva ser voluntária.

• O item “Cada ação deve dar direito a um voto” foi rejeitado, na pesquisa, por 73% dos entrevistados.

• A maioria das companhias (55%) considera q o valor criado com um Código Único é inferior ao custo de conformidade.

Para comentar os pontos capitais do Código, o presidente da ABRASCA, Antonio Castro, fará coletiva no dia 28 próximo. Outras infs pelo email virtual.com.mkt@uol.com.br

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Gestão de Crise e de Riscos serão temas do Encontro Nacional de Relações com Investidores

Tendo “A Gestão de Crise e de Risco” dentro do temário principal, a Associação Brasileira as Companhias Abertas (ABRASCA) ultima preparativos para o 18° Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais. Evento, realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI), acontecerá nos dias 28 e 29 de junho próximo, em São Paulo. Confirmado, Deltan Dallagnol, procurador da República, fará o encerramento do evento.

Com presenças, na abertura, de Antonio Castro, presidente da ABRASCA; Edmar Lopes, presidente do Conselho de Administração do IBRI e de Pablo Renteria, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Painel 1 terá por tema “A Gestão de Crise e de Risco com a interação de profissionais do Comitê de Auditoria e Mercado em geral com os profissionais de Relações com Investidores”.

Na sequência, à tarde, no dia 28, haverá a apresentação da pesquisa Deloitte/IBRI abordando a “Gestão de riscos e a Interação com os Profissionais de RI”. O Painel 2 abordará “O Mercado de Capitais no Atual Ambiente”, encerrando o primeiro dia.

Já no dia 29 o Painel 3 discutirá “Empresas de capital fechado – necessidades de capital e expectativas”. E, posteriormente, o Painel 4 com o temário “Comunicação Estratégica e o papel do profissional de RI”. O Painel 5 tem como tema “Desdobramentos Institucionais e o Impacto na Atividade de RI”.

LAVA JATO – A palestra de encerramento estará a cargo de Deltan Dallagnol, procurador da República e coordenador da força-tarefa do MPF na Operação Lava Jato.

O fechamento do Encontro será às 17h30, com Antonio Castro (ABRASCA) e Rodrigo Lopes da Luz (IBRI).

Como sempre acontece, haverá uma feira de serviços com diversos estandes na sede da Fecomércio de São Paulo, à rua dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista. Veja programa completo em www.abrasca.org.br ou www.encontroderi.com.br

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Principais Tendências da CVM para 2016

O escritório Motta, Fernandes Rocha Advogados, em parceria com a Associação Brasileira de Companhias Abertas (ABRASCA), promoverá dia 11 de abril próximo, em São Paulo, encontro para discutir as “Principais tendências da CVM para 2016”. Durante o evento serão abordados temas como: conflito de interesse, impedimento de voto, insider trading, entre outros.

O encontro, que acontece, entre 8h30 e 11h, no hotel Blue Tree Faria Lima, vai reunir os presidentes da CVM, Leonardo Pereira; da ABRASCA, Antonio Castro; o diretor do Bradesco, Johan Albino Ribeiro; os sócios do escritório Motta, Fernandes Rocha, o ex-presidente da CVM, Leonardo Cantidiano, e o ex-diretor da CVM, Eli Loria; e o professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Daniel Kalansky.

Ainda durante o evento será lançado o livro “Processo Sancionador e Mercado de Capitais – Estudos de casos e tendências”, de autoria de Eli Loria e Daniel Kalansky.

Serviço:

“Principais tendências da CVM para 2016”

Data: 11 de abril de 2016

Horário: 8h30 às 11h

Local: Hotel Blue Tree Faria Lima – Av. Brigadeiro Faria Lima, 3989 – Sala Topázio I, andar intermediário – São Paulo-SP.

Outras informações: (11)3107-3101 ou tendenciascvm@sbeventos.com.br

terça-feira, 29 de março de 2016

Seminário discutirá impactos fiscais do SPED para empresas

A Associação Brasileira das Companhias Abertas (ABRASCA) promoverá o Seminário “ABRASCA-Esclarecendo a ECF e a ECD, seus impactos contábeis e fiscais”, com o objetivo de dirimir dúvidas que as empresas ainda possuam. Evento será no dia 5 próximo, às 9h, na sede do CRC-SP.

Apoiado pelo Conselho Regional de Contabilidade, o seminário valerá 4 pontos para a educação profissional continuada. A abertura será feita por Gildo Freire de Araújo (CRC-SP), Alfried Plöger (ABRASCA) e Carlos Iacia (PwC), seguida de painéis sobre Dúvidas e posteriormente à Implantação de ECF e ECD.

Estão convidados auditores da Receita Federal, contadores e tributaristas para debater questões ligadas ao SPED (Sistema Público de Escrituração Digital). Este é o primeiro evento do ano entre ABRASCA e CRC-SP, contribuindo de forma efetiva para a educação continuada dos contadores.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Governança é condição para o sucesso ambiental

“A análise ESG é o futuro da gestão de recursos. E o futuro é hoje”, disparou Alexandre Fischer, gerente de Operações da Associação Brasileira das Companhias Abertas (ABRASCA), na 2ª Conferência sobre Mudanças Climáticas e Mercado de Capitais – Green Future, Green Business, Green Finance, realizada no último dia 16, na BM&FBOVESPA, em parceria com o CDP (Driving Sustainable Economies). Na oportunidade 150 pessoas, do Brasil e exterior, participaram do evento, debatendo os resultado da COP 21 e instrumentos de financiamento para uma economia verde.

Pedro Faria, diretor técnico, e Chris Fowle, vice-presidente de Iniciativas com Investidores, falaram em nome do CDP analisando os resultados da COP 21, realizada em Paris. Ao lado de Emir Borovac (Nordea), Paco Debonnaire (Moody´s), Heloisa Schneider (Cepal/Euroclima), Sorange Antoine (Amundi) e de Annelise Vendramini (FGV), que relatou a experiência da Febraban com Fundos que focam a economia verde, no Brasil, debateram instrumentos de financiamento para formulação de estratégias de negócios e implementação de programas dentro dos novos cenários regulatórios e cada vez mais competitivos.

Juliana Lopes, diretora do CDP para a América Latina, lembrou dos riscos que as cidades devem levar em consideração, “como as mudanças climáticas, ondas migratórias, conflitos e catástrofes ambientais. “Em um período analisado de 250 anos, vê-se que metade das emissões ocorreram nos últimos 30 anos”, relatou seu colega Chris Fowle, VP do CDP, acrescentando que a energia elétrica e os combustíveis fósseis respondem por 70% das emissões de carbono na natureza.

"Os investidores podem conduzir as mudanças; os governos são lentos", disse Fowle, frisando no entanto que é preciso existir fontes de informação seguras para os investidores.

CONSCIÊNCIA

“Qual o sentido das pessoas consumirem menos?” – indagou Pedro Kurbhi, da EDP. O executivo disse que a companhia faz um persistente trabalho de conscientização junto a seus consumidores, uma vez que “o uso inadequado de recursos não gera bom ambiente de negócios”, destacou. Ainda de acordo com Pedro Kurbhi, a EDP reduzirá 75% de suas emissões até 2030.

Produtor de enzimas à base de microorganismos (insumos para a indústria de alimentos, para o biodiesel etc), Pedro Fernandes, da Novozymes, revelou o propósito de substitutir os combustíveis fósseis de imediato e, paralelamente, reduzir a emissão de carbono em toda a cadeia – do produtor ao consumidor. E ilustrou: "Eu sei quanto eu e o meu cliente deixamos de emitir a partir de 1 Kg de enzima produzida". O VP da multinacional dinamarquesa, há 41 anos no Brasil, falou em metas reducionistas de carbono na companhia e animou-se com o fomento à economia verde.

Objetivamente, como um banco pode ajudar na redução de emissões? Responder a esta pergunta foi o desafio de Linda Murasawa, superintendente executiva e de sustentabilidade do Santander. Ela abordou a mitigação de riscos, discorreu sobre cadeias produtivas e argumentou: "A hora que você direciona o capital induz o desenvolvimento dos setores". Linda Murasawa destacou o binômio tecnologia e inovação enfatizando que é possível duplicar alimentos, sem o uso de 1 hectare de terra a mais. Falou também de energia fotovoltaica e agricultura de baixo carbono. E para mostrar que antes do discurso já fez a lição de casa, contou que o prédio matriz do banco, em São Paulo, que abriga cinco restaurantes e por onde circulam 7.000 pessoas por dia, tem emissão zero de carbono.

O evento foi considerado propositivo pelos organizadores, uma vez que caminhos foram apontados. "Atualmente 6,5% do PIB mundial vão para subsidiar combustíveis fósseis. Reduzir o percentual já será um bom começo", pontuou Matheus de Brito (Way Carbon), no painel sobre Iniciativas Voluntárias, que também contou com a participação das diretoras Sonia Favaretto (Sustentabilidade) e Cristiana Pereira (Empresas), da BM&FBOVESPA, que ressaltaram algumas das inúmeras iniciativas em prol da transparência que são conduzidas pela Bolsa. Em sua intervenção, Sonia Favaretto comentou os 13 anos do ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial, o sucesso da iniciativa de "Relate ou Explique" que conta com a adesão de mais de 70% das companhias listadas e lembrou que a então Bovespa, atual BM&FBovespa, foi a primeira Bolsa mundial a aderir ao pacto global.

Uma das importantes conclusões do evento é que a qualidade das informações da dimensão ESG - Environmental, Social & Governance - na análise de investimentos será ponto nevrálgico nas discussões envolvendo os stakeholders quanto ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. Nesse sentido, Alexandre Fischer destacou a necessidade do setor privado intensificar seus esforços: "Governos tem menos agilidade em reagir que as empresas e entidades não governamentais". Segundo o gerente de Operações da Abrasca, o ICO2 - Índice de Carbono Eficiente, o ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial, a precificação do carbono e o próprio questionário conduzido pelo CDP são iniciativas voluntárias, lideradas por agentes não governamentais com apoio das empresas e da academia que estão pavimentando a estrada para esse futuro cada vez mais próximo.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Vencedores do Prêmio Abrasca Criação de Valor destacam a inovação

Citando Jack Welch, o vitorioso CEO da General Electric por 20 anos, que arrancou a companhia de um pesado status burocrático e adotou inovações gerenciais, o presidente da ABRASCA, Antonio Castro, frisou: “Se uma empresa se dedica à inovação, momentos de crise não existem”.

Castro cumprimentou as companhias vencedoras do Prêmio Abrasca Criação de Valor, que arrebataram as categorias “Destaque” em suas áreas de atuação, e fez menção especial à WEG, companhia que venceu no geral o prêmio, sendo apontada – por unanimidade dos analistas – como a que gerou maior valor médio nos cinco últimos anos.

“Neste momento talvez seja difícil investir em expansão, mas o exemplo de crescimento da WEG é ótimo: investir em inovação”, completou o presidente da Associação Brasileira das Companhias Abertas.

O critério do Prêmio Abrasca Criação de Valor 2015 levou em consideração a série histórica de cinco anos (de 2010 a 2014), com peso maior para o último ano analisado e diminuindo na medida em que se recua no período estudado. Trata-se de calcular a “robustez financeira” da companhia, dentro da avaliação qualitativa, comentou Castro, destacando o índice de 3% do faturamento que a WEG aplica em inovação.

Aliás, o tema inovação permeou os debates e apresentações de outras companhias como Bradesco, Kroton, Valid, Ultrapar e BRF. Inovação na gestão, em produtos e, sobretudo, em novos mercados. Foram destaques entre os presentes os esforços das organizações em atuar e competir no exterior. Marcelo di Simone, por exemplo, reafirmou o propósito da Ultrapar em abrir entre 15 e 20 lojas da marca Extra Farma por trimestre. “Os investidores estrangeiros estão chegando e a competição só vai crescer, portanto é hora de nos prepararmos”, frisou.

TROFÉUS

Receberam seus respectivos troféus as seguintes companhias: Alpargatas/Categoria Vestuário e Calçados, gerando 25,82% de valor aos acionistas; BRF/Alimentos, com 22,7%; Bradesco/Bancos e Créditos, 11%; Cemig/Energia, 26%; Cetip/Serviços Financeiros, 35,7%; Kroton/Educação, 70%; Ultrapar/Holdings Diversificadas, 21,7%; Valid/Tecnologia da Informação, 33,4%; e a WEG levou o Prêmio maior com geração de 23,35%.

Encerrando o Workshop “Criação de Valor em Ambiente de Baixo Crescimento", Edemir Pinto, presidente da BM&FBOVESPA, parabenizou a todos e exortou as companhias brasileiras a se espelharem nas vencedoras do Prêmio Abrasca para a geração de valor.