terça-feira, 29 de outubro de 2019

6° Encontro Abrasca de Direito para Companhias Abertas adverte para excessiva concentração de mercado

O mercado de capitais brasileiro é muito concentrado, na emissão e na distribuição, fazendo com que haja baixa liquidez. Esta foi uma das conclusões do 6º Encontro Abrasca de Direito das Companhias Abertas, que ainda discutiu o processo sancionador da CVM, as poison pills e o potencial das questões sustentáveis – como os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Em discurso de abertura, o presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), Alfried Plöger, destacou o estoque de privatizações do governo, abordou o conflito de interesses no direito societário e elogiou o novo modelo de evento, com menos painéis. Já a MP 881, da Liberdade Econômica, foi debatida durante todo o evento, mas especialmente no primeiro painel. Vitor Nepomuceno, advogado e assessor da senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), esteve como convidado especial e conseguiu despertar grande interesse da plateia.

“O país não suportava mais o excesso de burocracia, o crescimento gritante do Estado, os investidores indo embora e o recuo na oferta de crédito”, disse Nepomuceno, acrescentando: “Era preciso mudar e a senadora Soraya está empenhada nisso desde o início do mandato”. De acordo com o assessor parlamentar, a Abrasca é uma das principais entidades representativas do país e por isso está convidada a participar de todos os debates envolvendo o segmento empresarial, no Senado. “Vocês são os atores principais nesta mudança de paradigma”, sublinhou. Neste instante, Plöger pediu a palavra e emendou: “Este é o momento. Precisamos nos engajar agora, pois não quero ouvir daqui a quatro anos que perdemos a oportunidade”.

Já no painel sobre “Ondas de Liquidez” o assunto OPAs e poison pills ganharam destaque. Poison pills devem ser vistos como instrumento de controle e não só de liquidez, observou-se. Para Fernando Zorzo, é preciso “escrevê-las de forma estruturada”. Nair Saldanha concordou e acresceu: “Não podemos esquecer que o mercado deve regular. E é preciso termos uma CVM forte, a exemplo da SEC”. Thiago Giantomassi falou sobre controle e Paulo César Aragão citou até o Velho do Restelo, personagem de Camões, para indagar: “Será que não existe algo de errado em nosso mercado”?

Isabel Bocater ocupou-se do tema processo administrativo sancionador, ao lado Otávio Yazbek, Eduardo Gaban, Darwin Corrêa, Igor Muniz (Petrobras), em mais um painel rico em debates e exposições. Já o seguinte, tratando do conflito formal x material, abriu com pontos de vista diferentes de Julian Chediak e Pablo Renteria. O mediador Carlos Augusto Junqueira lembrou que o Brasil “tem a cultura do conflito”. Antonio Meyer e Nelson Eizirik igualmente destacaram-se nas discussões e, ao final, Chediak expressou concordância com o presidente da Abrasca, falando sobre a reforma da previdência e o clima favorável às mudanças, arrematando: “Ou a gente aproveita o momento, ou vamos nos sufocar”.

No último painel, versando sobre “Tendências do Mercado de Capitais”, Ary O. Mattos Filho observou o excesso de concentração do mercado e propôs que “se maximize todo o seu potencial”. Alexei Bonamin discorreu sobre a plataforma blockchain, advertindo que o mundo estará diferente daqui por diante, eliminando-se os intermediários. “É preciso regular sem asfixiar”, enfatizou. Ele ainda falou de green bonds (“o Brasil só emitiu oito em sua história”), ESG e ODS. Maiara Mendes, Bruno Cerqueira e Gustavo Gonzalez (CVM) também participam da discussão do tema, que teve Henrique Filizzola na mediação, perguntando quanto à disrupção: “A questão não é o quê, mas por que se faz isto”.

Organizado pela Abrasca, este ano o evento teve recorde de inscrições: 350 pessoas e recebeu avaliação positiva dos presentes, no último dia 24, no teatro do CIEE, em São Paulo. Foram patrocinadores Master do evento: Bradesco, StoccheForbes e Valor; Sênior: Bocater, Cescon Barrieu, Lobo de Rizzo, Madrona, Tauil Chequer e TozziniFreire; e Pleno: blendOn, BMA, Demarest, Machado Meyer e Pinheiro Neto.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Secretário de Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia abrirá o Encontro de Direito, dia 24, em São Paulo

Paulo Antonio Spencer Uebel, Secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia é o convidado para a palestra de abertura do 6º Encontro Abrasca de Direito para Companhias Abertas, que terá ainda Alfried Plöger na Mesa de trabalhos, dando início ao evento cujo painel inicial discutirá o tema “Onda de liquidez à vista: poison pills e OPAs voltam à cena”.

Já o painel 2 tratará da “Instrução 607: início de uma nova era da atividade sancionadora da CVM”. Na parte da tarde a discussão temática será sobre “Conflitos de Interesses em Assembleias Gerais: Proposta de Alteração ao art. 115 da Lei das S.A.”. O quarto e último painel versará sobre “Tendências no Mercado de Capitais”.

O evento reunirá alguns dos maiores especialista do direito societário do país e acontecerá no dia 24 de outubro próximo, no Auditório o CIEE-Centro de Integração Empresa-Escola, em São Paulo. São patrocinadores Master do evento: Bradesco, StoccheForbes e Valor; Sênior: Bocater, Cescon Barrieu, Lobo de Rizzo, Madrona, Tauil Chequer e TozziniFreire; e Pleno: blendOn, BMA, Demarest, Machado Meyer e Pinheiro Neto. O Encontro ganhou novo portal e as inscrições podem ser feitas diretamente pelo link https://encontrodedireito.com.br

terça-feira, 1 de outubro de 2019

CVM regulamenta publicação de balanços só na internet

O Ministério da Economia e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) fixaram em 14 de outubro deste ano a data para que as publicações obrigatórias de empresas de capital aberto e fechado previstas na Lei das S.A, como balanços, passem a ser divulgadas apenas na internet e não mais em jornais diários de grande circulação, como determinou o presidente Jair Bolsonaro por meio da Medida Provisória 892, editada em agosto.

A MP previa que a decisão só produziria efeitos após a publicação dos atos de regulamentação da CVM e do Ministério da Economia, o que ocorreu nesta segunda-feira (30) no Diário Oficial da União (DOU).

A portaria do Ministério da Economia estabelece que a publicação dos atos de companhias fechadas e a divulgação de suas informações serão feitas na Central de Balanços (CB) do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), com a certificação digital da autenticidade dos documentos mantidos em sítio eletrônico por meio de autoridade certificadora credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICPBrasil).

VEJA: http://www.cvm.gov.br/noticias/arquivos/2019/20190930-2.html

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Encontro de Direito abordará o novo ciclo de mudanças no mercado de capitais

“O mercado de capitais está mudando, a CVM está mudando e as assembleias das companhias abertas também. Assim, é preciso discutirmos de forma apurada o que vem pela frente, para que todos estejamos preparados e o país, como um todo, possa ganhar”. A afirmação é de Alfried Plöger, presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira das Companhias Abertas-Abrasca, anunciando o 6° Encontro de Direito, dia 24 de outubro próximo.

Paulo Antonio Spencer Uebel, Secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia é o convidado para a palestra de abertura do evento, que terá ainda Alfried Plöger na Mesa de trabalhos, dando início ao evento que terá em seu primeiro painel o tema “Onda de liquidez à vista: poison pills e OPAs voltam à cena”.

Já o painel 2 tratará da “Instrução 607: início de uma nova era da atividade sancionadora da CVM”. Na parte da tarde a discussão temática será sobre “Conflitos de Interesses em Assembleias Gerais: Proposta de Alteração ao art. 115 da Lei das S.A.”, tendo o quarto e último painel abordando “Tendências no Mercado de Capitais”.

O 6° Encontro Abrasca de Direito das Companhias Abertas reunirá alguns dos maiores especialista do direito societário do país e acontecerá no dia 24 de outubro próximo, no Auditório o CIEE-Centro de Integração Empresa-Escola, em São Paulo.

São patrocinadores Master do evento: Bradesco, StoccheForbes e Valor; Sênior: Bocater, Cescon Barrieu, Lobo de Rizzo, Madrona, Tauil Chequer e TozziniFreire; e Pleno: blendOn, BMA, Demarest, Machado Meyer e Pinheiro Neto. O Encontro lançou novo portal. Acesse: https://encontrodedireito.com.br

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Encontro de Contabilidade vai debater os Impactos do IFRS e a Reforma Tributária no país

Na pauta estarão ainda as Agendas IASB e CPC e a Transformação Digital

Reforma tributária e alterações propostas pelo IFRS são os temas-guias do 9° Encontro Abrasca de Contabilidade e Auditoria para Companhias Abertas e Sociedades de Grande Porte, no dia 12 de setembro próximo, em São Paulo. Evento reunirá alguns dos maiores especialistas da contabilidade nacional e internacional, discutindo os impactos que tais medidas deverão causar junto às companhias.

Para o presidente do Conselho Diretor da Abrasca, Alfried Plöger, é fundamental que o Brasil cresça: “E este crescimento esperado, e desejado, não é possível com aumento da carga tributária. Precisamos de mecanismos que aliviem as empresas que geram empregos e riqueza”, enfatiza.

O encontro debaterá o arrendamento mercantil, disposto no IFRS 16, as Agendas IASB e CPC, aspectos gerais da reforma tributária no país e questões ligadas à transformação digital. O professor Marcos Lisboa (atual presidente do Insper e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda) é um dos nomes confirmados para o evento, abordando a reforma e os principais impactos nas empresas.

Promovido pela Associação Brasileira das Companhias Abertas-Abrasca, o 9° Encontro de Contabilidade tem apoio da Petrobras, Bradesco, Itaú, Valor Econômico e EY, além da blendOn e Datev e do CIEE-Centro de Integração Empresa Escola. O local será o Teatro CIEE, em São Paulo, e as inscrições podem ser feitas pelo site www.encontrodecontabilidade.com.br.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Brasil x Estados Unidos - Onde sai mais caro o IPO ?

Sai mais barato fazer IPO (Oferta Inicial de Ações, em inglês) no Brasil que nos Estados Unidos?

A PwC fez estudo a respeito e a Abrasca, por meio da sua Comissão de Mercado de Capitais (Comec), fez convite à consultoria para conhecer melhor esse trabalho. Será dia 13.06, em São Paulo.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Prêmio Abrasca Relatório Anual dá bonificação a inscritos em abril

Relatórios apresentados até o dia 30 próximo ganharão 2 pontos na média geral

Estão abertas as inscrições para o 21º Prêmio Abrasca Relatório Anual, que avaliará os melhores relatórios anuais, distribuídos neste ano e relativos ao exercício de 2018, sob a forma de relatório impresso ou on-line. Concorrerão, em categorias separadas, Companhias Abertas; Empresas Fechadas; Organizações Não-Empresariais. E há incentivo, de dois pontos, pra quem entregá-lo ainda dentro deste mês de abril. “Atingimos os objetivos educacionais e as companhias brasileiras hoje estão no mesmo nível dos melhores trabalhos, em termos internacionais”, avalia o professor Lélio Lauretti, idealizador do prêmio.

A avaliação ocorrerá essencialmente em termos de conteúdo e não poderão concorrer os relatórios divulgados exclusivamente em jornais. As inscrições poderão ser realizadas até o dia 31 de julho de 2019. Mas pelos critérios de tempestividade definidos pela Comissão Julgadora, as companhias que entregarem os relatórios até o dia 30 de abril próximo receberão dois pontos de bonificação na média geral, um ponto pela entrega até 31 de maio próximo e nenhuma bonificação para as entregas até o último prazo, 31 de julho.

Para Alfried Plöger, presidente do Conselho Diretor da Abrasca, a iniciativa que completa a maioria plena neste ano, “é revestida de pleno êxito”, transformando-se em evento esperado e por isso mesmo concorrido entre as companhias abertas, em especial. Plöger destaca o caráter educacional do Prêmio Abrasca: “A nossa proposta, ao criar a premiação, sempre foi a de criar um caldo de cultura que permitisse às companhias estarem atualizadas no quesito transparência de forma permanente. E neste aspecto o nosso prêmio, com avaliações 100% técnicas, contribui”.

Quem concorda com tal afirmativa é o professor Lélio Lauretti, idealizador do prêmio e que por um longo período presidiu a Comissão Julgadora. “Avançamos muito e hoje as companhias estão em um patamar elogiável, relativamente a seus relatórios”, pontua Lauretti.

O evento tem apoio da Abrapp, Abvcap, Anbima, Apimec, B3, Codim, Ibef-São Paulo, Ibgc, Ibracon, Ibrademp e Ibri, entidades que compõem a Comissão Julgadora. Serão premiadas as seguintes categorias: “Companhia Aberta”, Grupo 1 (receita líquida igual ou acima de R$ 3 bilhões) e Grupo 2 (receita líquida abaixo de R$ 3 bilhões); “Empresa Fechada”; e “Organizações Não-Empresariais”, englobando fundações, instituições de ensino, associações de classe, clubes, igrejas, filantrópicas e fundos de investimentos. Além destas haverá cinco menções honrosas aos destaques nos seguintes quesitos: Análise econômico-financeira; Aspectos socioambientais; Estratégia e Investimentos; Estrutura de Gestão de Risco, Controles Internos e Compliance; e Governança Corporativa.

O regulamento do prêmio é público (http://www.abrasca.org.br/Uploads/arquivos/ABRASCA-21-Premio-Regulamento-2019.pdf) e as inscrições gratuitas.

Prof. Lélio (esq) concede entrevista ao jornalista Nelson Tucci, na AbrascaTv